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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Empacotamento de Software no Debian GNU/Linux (CESoL 2008)

Dentro do CESoL foram ministrados diversos minicursos muito interessantes. Um deles foi sobre empacotamento de software no Debian, e não podia perder uma oportunidade dessas.

O minicurso de 6 horas foi ministrado pelo Eriberto Mota (lado esquerdo na foto), e pude observar o excelente professor que ele é. As coisas foram bem explicadas, tudo muito didático.




Eu fiquei boquiaberto quando ele comentou a quantidade de brasileiros que realizam este trabalho, que nas palavras dele é um trabalho artesanal. Adivinhem? Pouco mais de 30 brasileiros! Pasmem!

O trabalho de um empacotador nada mais é do que receber o código fonte do autor ou upstream e fazer um tratamento para que siga as políticas da distribuição Debian. Depois disso, este pacote é enviado para os servidores para que eles possam verificar o pacote. Depois de submetido pelo empacotador ou mantenedor do pacote, ele passa por testes (no servidor) para que seja validado.

O trabalho parece complicado de início. Você imagina que seja algo monstruoso, mas nem tanto, só um pouquinho. :P Na verdade, ele exige bastante dedicação e cuidado, visto que é um trabalho grandioso. Imagine que seu pacote será utilizado por pessoas no mundo todo, depois de um dpkg -i ou um apt-get install. É o estímulo que todo mundo precisa.

A idéia pode ser resumida no guia do Eriberto disponível aqui. Ele também disponibiliza um programa exemplo para ser empacotado: o Hello BR. O Debian possui o canto dos desenvolvedores, onde existem várias documentações pra quem está iniciando a vida de empacotamento destacando-se essa, em minha opinião. Bom, agora é só praticar pra chegar a perfeição (falando parece fácil, rsrs).

Eu gostei de uma explanação que ele fez durante o minicurso sobre a colaboração da comunidade. Se alguém chegar pra você e perguntar: "e quando começarem a cobrar por isso...". Você pede pra ele imaginar a taxa de colaboração que ocorre a cada 12 horas, que é quando os servidores pegam todos os pacotes em fila e processam, de magnitude de milhares de pacotes. O que levam mais 2 mil pessoas colaborarem dentro de 12 em 12 horas, enviando pacotes. Se isso tudo se tornasse pago, o projeto se tornaria inviável, a coisa não andaria, e por conseguinte tudo acabaria. Ou seja, nunca vai deixar de ser software livre, já que sendo pago acabaria com o projeto. :)


Bom, depois postarei aqui como anda minha vida iniciante de empacotamento. Por enquanto, é ler, e praticar ...

domingo, 24 de agosto de 2008

Projeto GNOME (CESoL 2008)

Olá pessoal, vou falar um pouco sobre o Congresso Estadual de Software Livre (CESoL) que aconteceu na Universidade Federal do Ceará (UFC), no período de 19 a 23 de agosto de 2008.

Bem, a primeira palestra que pude assistir foi sobre o Projeto Gnome com o John Wendell. Eu sou suspeito para falar sobre o Gnome, meu ambiente gráfico preferido, mas a palestra em si foi boa. O Wendell falou sobre o Gnome com duas visões: o Gnome como projeto, e também como programa.

Como sempre, a necessidade de voluntários para o projeto é grande e a cota de brasileiros presentes trabalhando seja com desenvolvimento ou divulgação é muito pouca. Se duvidar, a gente conta nos dedos os participantes.

Ele falou ainda sobre como é o processo de aceitação de softwares pelo projeto. No geral, você envia o software pra eles, que será agregado ao Gnome na próxima versão, caso seja aceito. Pra ser aceito é feito todo um processo de avaliação como acessibilidade, verificação se os botões de sua interface estão da maneira correta, dentre outras. Mas se o seu software não é aceito de primeira, você pode reenviar com as correções que eles indicaram pra você. :)





No final da palestra, infelizmente não ganhei brinde (hehe), mas nada que uma negociação não resolvesse. Acabei comprando uma blusa do Gnome, por sinal muito bonita. :P